quarta-feira, 16 de setembro de 2015

DONA LAZOLITE FEITOSA


DONA LAZOLITE FEITOSA DE QUEIROZ, PROFESSORA QUE AO LADO DA PRIMEIRA EDUCADORA FORMADA DE SANTANA DO CARIRI ANA FEITOSA, DEIXOU REGISTRADO NAS PÁGINAS DA EDUCAÇÃO SANTANENSE, UM GRANDE LEGADO.
AGORA  NA  VIDA CELESTE, VÃO JUNTAR-SE ÀS DOUTORAS DA IGREJA, COM A FELICIDADE DO DEVER EDUCACIONAL CUMPRIDO.

MEUS SINCEROS VOTOS DE PESAR AOS FAMILIARES E O MEU AGRADECIMENTO PELOS ANOS DE  AMIZADE E COLABORAÇÃO.

SAUDADES...

SANDRO CIDRÃO E FAMÍLIA

terça-feira, 4 de agosto de 2015

HOMENAGEM PÓSTUMA

MARIA EURENICE COELHO (1935-2015)

Cidadã santanense que tem seu nome fincado nos anais da nossa educação, Cultura e Religião, parte agora deixando-nos nos uma saudade imensa e um vazio se precedentes, mas também uma certeza confortadora, advinda dos valores diversos resultantes do bem que ela semeou, em toda sua existência em nosso meio.
            Na igreja, organizou as cruzadinhas infantis e as coroações de Nossa Senhora; catequizou uma legião de crianças e foi uma Filha de Maria exemplar, ministrando a eucaristia por vocação, dedicação e amor. Uma vida de trabalho voluntário em prol da Matriz de Senhora Sant’Ana.
            Na história cultural de Santana do Cariri foi a primeira poetisa a lançar um livro no município, assim como é de sua autoria a instigante letra do Hino Oficial do Município.
            Na educação, se destacou como professora, mestra de disciplina e diretora de todas as escolas, num trabalho incansável de educação para a vida, baseado nos princípios cristãos e em valores humanos, éticos e morais. Sua caligrafia já mostrava sua dedicação com “uma letra de quem fez muitos exercícios nos antigos cadernos de caligrafia.”
            Como pessoa humana teve uma vida em função do atendimento ao próximo com lealdade, amor, sinceridade, meiguice, carisma, simpatia, paciência, compreensão e bons conselhos. Na Farmácia Frei Damião cumpria seu papel como farmacêutica ao lado da irmã Eudilce, prestando um serviço de assistência social inigualável a todos os santanenses, a qualquer hora do dia ou da noite. Tanto é que se transformou na eterna “madrinha” de toda a população. Uma presença constante em nossas vidas.
            E agora várias perguntas parecem querer nos deixar sem respostas. Como ficará “Ditinha” sem “Dãozinha”? Como ficarão os afilhados sem a “madrinha”? Como cada santanense vai conviver sem uma das duas “meninas” da farmácia?
            Como diria o exímio Luís de Camões “a língua não alcança o que a alma sente”. Eu perdi a comadre e a madrinha, mas o céu ganhou, com certeza, uma alma santa para seu coro de castas. O tempo e o perfume das flores que ela plantou em nosso caminho, será com certeza o lenitivo que aplacará nossa dor, eternizando sua lembrança e seu sorriso, até que possamos um dia, com ela na eternidade, contemplar o Divino.
             RAIMUNDO SANDRO CIDRÃO
                                                           Santana do Cariri, 02 de agosto de 2015.
           
           


quarta-feira, 20 de maio de 2015

A LEITURA NOSSA DE CADA MÊS

LIVRO “CARVÃO” (Flávio Morais)

            Após a realização e término dos trabalhos referentes ao espetáculo “O Calvário de Jesus”, apresentado no período da “Semana Santa”, adentrei-me na leitura do livro “Carvão”, de autoria do meu colega, amigo e escritor Flávio Morais.
            A partir do título, que já leva-nos a uma reflexão, o romance-aventura, além de instigante é encantador. Primeiro por abordar um tema tão polêmico como o tráfico e a exploração infanto-juvenil, segundo pela doçura de seus singelos personagens infantis, verdadeiros heróis.
            A exemplo de “O Talismã de Ébano”, o autor, em “Carvão”, também consegue segurar o leitor pelo suspense;  pela trama que cria para levá-lo ao capítulo seguinte. A ficção e a realidade juntas tornam verossímil cada narrativa, cada personagem; a história em si. Isso é magnífico na Literatura juvenil, pois incentiva o gosto pela leitura. Apenas os bons escritores conseguem tal feito. Flávio Morais, além de ótimo escritor, juiz de ilibada competência, eficiente professor, esbanja simpatia e simplicidade como pessoa humana. Isso eu acho admirável.
            Confesso que me emocionei na leitura em vários momentos, pois no sofrimento de cada uma daquelas crianças em busca de justiça, eu me via ao lado delas, e então relembrava minha sofrida infância na roça cultivando a lavoura, nas praças como pipoqueiro, nas festas vendendo pão com carne e suco. Não num trabalho forçado, mas numa atividade necessária para ajudar na sobrevivência da família.
            É um livro exemplar, cujo roteiro deveria ser transformado em curta metragem e divulgado para as escolas de todo Brasil. Enquanto isso não acontece, o livro em si, já se constitui numa brilhante iniciativa, de quem não consegue ficar apenas de braços cruzados diante das injustiças sociais.
 Parabéns! Sucesso sempre.

                                   RAIMUNDO SANDRO CIDRÃO – Professor e Escritor


Santana do Cariri-CE, 08 de maio de 2015.